sábado, 12 de novembro de 2016
RESSACA
Quando escrevo percebo aquilo que vivi,
Para me ver livre do divertimento que foi minha vida.
Fico perto de mm, à sombra, esperando a volta do que fui eu,
De batom, pinturas, puto da vida,
Com a mesma ressaca e a agonia do que fui ontem!
Me admiro muito do Waldemiro, meu amigo gay,
Que ao me ver grita da sua janela:
"Carlinhos, o que fazias ontem
Sentado no banco da praia
Na orla de Copacabana?
Eu não canto a vida, minha vida não é uma primavera,
Se for preciso cantá-la assim florida,
Minha vida teria que ter sido bela!
Onde me perco, me encontro,
Nas alvoradas de todas as noites ardentes...
Eu quero amar o outro, o outro e todas as gentes!
Antônio Carlos dos Reis, 14/03/1979 - RJ
Poema em Homenagem à Florbela Espanca
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