| Matisse em 20 de Maio de 1933. | |
| Nome completo | Henri-Émile-Benoît Matisse |
| Nascimento | 31 de Dezembro de 1869 Le Cateau-Cambrésis |
| Morte | 3 de novembro de 1954 (84 anos) Cimiez |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Pintor, desenhista e escultor |
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Henri Matisse
Fique Comigo (stand by me )
Quando a noite tiver chegado
E a terra estiver escura,
E a lua for a única luz que veremos,
Não, eu não terei medo
Não, eu não terei medo,
Da mesma maneira que quando você fica, fica comigo...
Então querida, querida, fique comigo
Oh, fique comigo
Oh fique, fique comigo, fique comigo...
Se o céu que vemos lá em cima
Desabasse e caísse
Ou as montanhas desmoronassem para o mar
Eu não choraria, eu não choraria,
Não, eu não derramaria uma lágrima,
Igual quando você fica, fica comigo...
Então querida, querida, fique comigo
Oh, fique comigo,
Whoa, fique agora, fique comigo, fique comigo...
Queria, querida fique comigo,
Oh fique comigo,
Oh fique agora, fique comigo, fique comigo.
Sempre que você estiver com problemas apenas fique comigo,
Oh fique comigo,
Whoa, fique agora, oh fique, fique comigo.
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E a terra estiver escura,
E a lua for a única luz que veremos,
Não, eu não terei medo
Não, eu não terei medo,
Da mesma maneira que quando você fica, fica comigo...
Então querida, querida, fique comigo
Oh, fique comigo
Oh fique, fique comigo, fique comigo...
Se o céu que vemos lá em cima
Desabasse e caísse
Ou as montanhas desmoronassem para o mar
Eu não choraria, eu não choraria,
Não, eu não derramaria uma lágrima,
Igual quando você fica, fica comigo...
Então querida, querida, fique comigo
Oh, fique comigo,
Whoa, fique agora, fique comigo, fique comigo...
Queria, querida fique comigo,
Oh fique comigo,
Oh fique agora, fique comigo, fique comigo.
Sempre que você estiver com problemas apenas fique comigo,
Oh fique comigo,
Whoa, fique agora, oh fique, fique comigo.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
O FALSO MENDIGO
Minha mãe, manda comprar um quilo de papel almaço na venda
Quero fazer uma poesia.
Diz a Amélia para preparar um refresco bem gelado
E me trazer muito devagarinho.
Não corram, não falem, fechem todas as portas a chave
Quero fazer uma poesia.
Se me telefonarem, só estou para Maria
Se for um trote, me chama depressa
Tenho um tédio enorme da vida.
Diz a Amélia para procurar a "Patética" no radio
Se houver um grande desastre vem logo contar
Se o aneurisma de dona Ângela arrebentar, me avisa
Tenho um tédio enorme da vida.
Liga para vovó Nenem, pede a ela uma ideia bem inocente
Quero fazer uma grande poesia.
Quando meu pai chegar tragam-me logo os jornais da tarde
Se eu dormir, pelo amor de Deus, me acordem
Não quero perder nada na vida.
Fizeram bicos de rouxinol para o meu jantar?
Puseram no lugar meu cachimbo e meus poetas?
Tenho um tédio enorme da vida.
Minha mãe estou com vontade de chorar.
Estou com taquicardia, me da um remédio
Não, antes me deixa morrer, quero morrer, a vida
Já não me diz mais nada
Tenho horror da vida, quero fazer a maior poesia do mundo
Quero morrer imediatamente.
Fala com o Presidente para fecharem todos os cinemas
Não aguento mais ser censor.
Ah, pensa uma coisa, minha mãe, para distrair teu filho
Teu falso, teu miserável, teu sórdido filho
Que estala em força, sacrifício, violência, devotamento
Que podia britar pedra alegremente
Ser negociante cantando
Fazer advocacia com o sorriso exato
Se com isso não perdesse o que por fatalidade de amor
Saber ser o melhor, o mais doce e o mais eterno da tua
[puríssima carícia.
VOLTA DE PASSEIO
Assassinado pelo céu,
entre as formas que vão até a serpente
e as formas que buscam o cristal,
deixarei crescer meus cabelos.
Com a árvore de cotos que não canta
e o menino com o branco rosto de ovo.
Com os animaizinhos de cabeça rota
e a água esfarrapada dos pés secos.
Com tudo o que tem cansaço surdo-mudo
e borboleta afogada no tinteiro.
Tropeçando com meu rosto diferente de cada dia.
Assassinado pelo céu!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
FÁBULA E RODA DOS TRÊS AMIGOS
Federico Garcia Lorca
Henrique,
Emílio,
Lorenzo.
Diana é dura
mas às vezes tem as tetas nubladas.
Pode a pedra branca pulsar com o sangue do cervo
e o cervo pode sonhar pelos olhos de um cavalo.
Henrique,
Emílio,
Lorenzo.
Emílio,
Lorenzo.
Estavam os três gelados:
Henrique pelo mundo das camas;
Emilio pelo mundo dos olhos e das feridas das mãos,
Lorenzo pelo mundo das universidades sem telhados.
Henrique pelo mundo das camas;
Emilio pelo mundo dos olhos e das feridas das mãos,
Lorenzo pelo mundo das universidades sem telhados.
Lorenzo,
Emilio,
Henrique.
Emilio,
Henrique.
Estavam os três queimados:
Lorenzo pelo mundo das folhas e das bolas de bilhar;
Emílio pelo mundo do sangue e dos alfinetes brancos;
Henrique pelo mundo dos mortos e dos jornais abandonados.
Lorenzo pelo mundo das folhas e das bolas de bilhar;
Emílio pelo mundo do sangue e dos alfinetes brancos;
Henrique pelo mundo dos mortos e dos jornais abandonados.
Lorenzo,
Emílio,
Henrique.
Estavam os três enterrados:
Lorenzo em um seio de Flora;
Emílio na hirta genebra que se esquece no copo;
Henrique na formiga, no mar e nos olhos vazios dos pássaros.
Henrique.
Estavam os três enterrados:
Lorenzo em um seio de Flora;
Emílio na hirta genebra que se esquece no copo;
Henrique na formiga, no mar e nos olhos vazios dos pássaros.
Lorenzo,
Emílio,
Henrique,
foram os três em minhas mãos
três montanhas chinesas,
três sombras de cavalo,
três paisagens de neve e uma cabana de açucenas
pelos pombais onde a lua pousa plana sob o galo.
Henrique,
foram os três em minhas mãos
três montanhas chinesas,
três sombras de cavalo,
três paisagens de neve e uma cabana de açucenas
pelos pombais onde a lua pousa plana sob o galo.
Um
e um
e um.
Estavam os três mumificados,
com as moscas do inverno,
com os tinteiros que o cão urina e o vilão despreza,
com a brisa que gela o coração de todas as mães,
pelas brancas quedas de Júpiter onde os bêbados merendam a morte.
e um.
Estavam os três mumificados,
com as moscas do inverno,
com os tinteiros que o cão urina e o vilão despreza,
com a brisa que gela o coração de todas as mães,
pelas brancas quedas de Júpiter onde os bêbados merendam a morte.
Três
e dois
e um.
Eu os vi perdidos chorando e cantando
por um ovo de galinha,
pela noite que mostrava seu esqueleto de tabaco,
por minha dor cheia de rostos e pungentes lascas da lua,
por minha alegria de rodas dentadas e látegos,
por meu peito turvado pelas pombas,
por minha morte deserta com um só passeador equivocado.
e um.
Eu os vi perdidos chorando e cantando
por um ovo de galinha,
pela noite que mostrava seu esqueleto de tabaco,
por minha dor cheia de rostos e pungentes lascas da lua,
por minha alegria de rodas dentadas e látegos,
por meu peito turvado pelas pombas,
por minha morte deserta com um só passeador equivocado.
Eu havia matado a quinta lua
e bebiam água pelas fontes os leques e os aplausos,
Leite morno encerrado das recém-paridas
agitava as rosas com uma larga dor branca.
e bebiam água pelas fontes os leques e os aplausos,
Leite morno encerrado das recém-paridas
agitava as rosas com uma larga dor branca.
Henrique,
Emílio,
Lorenzo.
Diana é dura
mas às vezes tem as tetas nubladas.
Pode a pedra branca pulsar com o sangue do cervo
e o cervo pode sonhar pelos olhos de um cavalo.
Quando se fundiram as formas puras
sob o cri-cri das margaridas,
compreendi que haviam me assassinado.
Percorreram os cafés e os cemitérios e as igrejas,
abriram os tonéis e os armários,
destroçaram três esqueletos para arrancar seus dentes de ouro.
Já não me encontraram.
Não me encontraram?
Não. Não me encontraram.
Porém se soube que a sexta lua fugiu torrente acima,
e que o mar recordou de imediato
os nomes de todos os seus afogados.
sob o cri-cri das margaridas,
compreendi que haviam me assassinado.
Percorreram os cafés e os cemitérios e as igrejas,
abriram os tonéis e os armários,
destroçaram três esqueletos para arrancar seus dentes de ouro.
Já não me encontraram.
Não me encontraram?
Não. Não me encontraram.
Porém se soube que a sexta lua fugiu torrente acima,
e que o mar recordou de imediato
os nomes de todos os seus afogados.
Soneto da fidelidade
Soneto da fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
http://www.viniciusdemoraes.com.br/site/
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Cecília Meireles
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Florbela Espanca
"Amo-te tanto! E nunca te beijei... E nesse beijo, Amor, que eu te não dei, guardo os versos mais lindos que te fiz." (Florbela Espanca)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Florbela_Espanca
(música de Fagner,sobre poesia de Florbela Espanca )
http://pt.wikipedia.org/wiki/Florbela_Espanca
(música de Fagner,sobre poesia de Florbela Espanca )
domingo, 5 de dezembro de 2010
FIQUE AO MEU LADO
===================================
Stand By Me (tradução)
Composição: Ben E. King
Quando a noite chega
E a terra está escura
E a lua é a única luz que nós veremos
Não, eu não terei medo, não, eu não terei medo
Apenas se você ficar ao meu lado, fique ao meu lado
E querida, querida, fique ao meu lado, oh agora agora fique ao meu lado
Fique ao meu lado, fique ao meu lado
Se o céu no que nós olhamos
Deva explodir e cair
E as montanhas devam se esmigalhar no mar
Eu não chorarei, eu não chorarei, não, eu não derramarei uma lágrima
Apenas se você ficar ao meu lado, fique ao meu lado
E querida, querida, fique ao meu lado, fique ao meu lado
Fique ao meu lado, fique ao meu lado, Fique ao me-eu lado, sim
Quando você estiver em perigo
agora, agora, fique ao meu lado
Oh fique ao meu lado, fique ao meu lado, fique ao meu lado
Querida, querida , fique ao meu lado, fique ao meu lado
Oh fique ao meu lado, fique ao meu lado fique ao meu lado.
ESTRELA
Eu amo tudo sobre você.
Eu amo a sua luz,
A intensidade dela.
Eu amo a sua sinceridade.
Você pode cuidar de mim
Do que eu jamais poderia.
Uma estrela estava morrendo
E eu nada podia fazer...
Mas a noite estava perfeita!
Você tirou um feixe de luz dos seus olhos
E deu para ela colocá-lo nos dela.
Acreis, 05/12/2010 Sta Cruz/RJ
Para Iolanda, avec amour.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Tudo são maneiras de ver
Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
"Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.
Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
"Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."
Fernando Pessoa
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
TEUS OLHOS
"teus olhos de sol e estrelas...."
Vejo teus olhos me olharem,
pilhas e mais pilhas deles chegando.
Sinto teus olhos em volta de mim,
e fico feliz de saber o porquê.
Queria mais tempo, o tempo que fosse p'ra sempre,
e fazer o que quero fazer.
Eu conto os minutos através dos teus olhos
e penso até que tivesse morrido...
A minha história eu nunca contei,
por isso eu vivo escondido nas neves,
esperando uma chance para correr.
Vou mais profundo do que eu queria,
além das quatro linhas da tua mão,
e descubro então que estou envolvido
a ponto de não te dizer a verdade,
e vejo meu rosto em outro reflexo,
como eu não jamais tinha visto.
Isso eu já percebi,
o jeito que tu olhas p'ra mim.
Teus olhos chegando avermelhados,
felizes e tristes e com aflição.
Tudo que tenho dito pesou um bocado
e o que omiti venceu a batalha,
a tua maneira de ser,
o teu jeito de me abraçar,
não me é tão bom o quanto eu pensava.
Quero saber mais sobre as flores
que tu levas dentro dos olhos,
teus olhos brilhantes,
teus olhos de sol e estrelas.
Teus olhos passarinhos.
Teus olhos que olham p'ra mim.
Acreis, 03/12/2010, Madureira/RJ
Para meu amor, Iolanda.
Vejo teus olhos me olharem,
pilhas e mais pilhas deles chegando.
Sinto teus olhos em volta de mim,
e fico feliz de saber o porquê.
Queria mais tempo, o tempo que fosse p'ra sempre,
e fazer o que quero fazer.
Eu conto os minutos através dos teus olhos
e penso até que tivesse morrido...
A minha história eu nunca contei,
por isso eu vivo escondido nas neves,
esperando uma chance para correr.
Vou mais profundo do que eu queria,
além das quatro linhas da tua mão,
e descubro então que estou envolvido
a ponto de não te dizer a verdade,
e vejo meu rosto em outro reflexo,
como eu não jamais tinha visto.
Isso eu já percebi,
o jeito que tu olhas p'ra mim.
Teus olhos chegando avermelhados,
felizes e tristes e com aflição.
Tudo que tenho dito pesou um bocado
e o que omiti venceu a batalha,
a tua maneira de ser,
o teu jeito de me abraçar,
não me é tão bom o quanto eu pensava.
Quero saber mais sobre as flores
que tu levas dentro dos olhos,
teus olhos brilhantes,
teus olhos de sol e estrelas.
Teus olhos passarinhos.
Teus olhos que olham p'ra mim.
Acreis, 03/12/2010, Madureira/RJ
Para meu amor, Iolanda.
“Os olhos já não podem ver coisas que só o coração pode entender. Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho.” (V. Moraes)
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
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