| "Com seus cabelos dourados, cor de cerveja..." |
Hoje caminho mais lentamente, sem chiar
E sempre paro em portas de
livrarias
Onde espero a tempestade
da ironia passar
E mal consigo ver sair do
chão a sombra sob a luz
Chuva, chuva ameaçadora
Saiba que eu sou o bem da Igreja
Você não incidirá sobre a
viúva negra
Com seus cabelos dourados,
cor de cerveja
Pobres pessoas que se
estimulam
Maravilhosas e semelhantes
Mas não existe razão
Lendo isto eu entendo que
tudo é contraste
Estou à procura de uma alta
resistência
Querendo ver os resultados
da oração e do amor
Mas parece que sou cego
E nem de binóculos enxergo
meus desafios
Para medir o luxo de
qualquer organização
Tenho que ter delicados
sentimentos de autoconfiança
Mas fiquei obedientemente
sem espaço
Tentando provar para mim
que não há medo
Mas de longe ou de perto
me vejo pobre, triste
Andando pelas ruas vazio
de mim
Com esta fraca alma sem
forma
Descalça ou de sapatos
velhos
Mas nem sempre procuro me
esquecer
Descendo a rua onde sei
que há buracos
Levando nas costas o peso
do que fui
E um arco-íris de luz roxa
Nunca escutei o que agora
nem faço ideia
Nem algodão suave, nem
brisa fria
Tampouco a encantadora
curva da vida
Que para muitos é quase
resignação
Mas ainda tenho bons
pressentimentos
Arrepios percorrem o meu
corpo
E minha visão é de um
filme claramente doce
Acho que vou espalhar meus
projetos de fantasia
Por isso escrevo à minha
maneira
Da mesma forma que a
natureza
Acreis, 06/11/2013 –
Centro de Sta Cruz/RJ
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