| "Junto com a manhã que acorda o rio..." |
Tu, cuja sombra é mais suave que a antelua;
Tu, a quem vejo vindo para mim com as mãos estendidas;
Tu, que me vês perdido na multidão de imensa angústia;
Tu, que por me amar apareces-me semilouca, seminua...
Vens domar meu coração definitivamente,
Galgar comigo por cima de todas as coisas,
Por cima desse céu chuvoso,
Desse sol que abrasa toda a gente...
Vens, junto com a manhã que acorda o rio;
Vens contar-me todas as tuas crenças,
Deixar-me bêbado com teu hálito de rosas,
Saciar-me a alma de eterno cio...
Outrora minha vida era intuição;
Outrora o movimento das árvores era parado,
Meus fantasmas tão superticiosos,
Meu peito tão sem coração...
Ontem alguém que não existia;
Ontem um jardim desnudo de flores...
Árvores e flores hoje são companheiras
Na presença disfarçada da poesia!
Bendita sejas tu, que me fizestes ser o que sou, o que penso;
Bendita sejas tu, que colocastes sonhos bons em meu sono;
Que me deixas enxergar através dos teus olhos,
Que me plantas no peito esse amor intenso...
Assim fujo contigo todas as noites;
Assim durmo contigo todos os dias;
Assim molho contigo meu travesseiro,
Assim, assim, de saliva, beijos e açoites...
Que Deus te dê em dobro o que pra mim de bom desejas!
Que Deus permita que acordes todos os dias!
Que nunca morra tua esperança!
E que sempre venças tuas pelejas!
Acreis, 24/05/2013, Santa Cruz/RJ
Para Iolanda (chez moi)
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