"Mas vou
adiante, embora
já não adiante."
Um lápis-de-qualquer-cor
retém
o lance do corpo,
abaixo das sobrancelhas
que ainda resguardam
clara de ovo e açúcar,
na expectativa do meu último beijo.
como se suspirar fosse o óbvio
na ausência do queixo e da queixa.
.
Mas vou adiante,
embora já não adiante
pois a sala das transparências
permite retoque nas ilusões,
e engole gritos
e esmaga meus rituais
de analogias púrpuras !
Ainda tenho a manga na carta
em palanque sóbrio
de ingratidão...
apesar de ignóbil
e hábil,
retrocedendo
para ser feliz.
LCPC,4/4/2012
RIO DE JANEIRO,RJ
Luiz, continue. Muito bom mesmo! Abraços dos Acreis!
ResponderExcluirMuito bom, Luiz! Quero ler mais o que escreves!
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