segunda-feira, 4 de julho de 2011

No Bom Sentido das Palavras



                                      "obriga-me a ouvir suas estranhezas de doida."



Solta, de enfiada, suas frases sonoras e ocas de sentido!
Faz-me compreender melhor seus diálogos de constelações híbridas.
Eu, no seu caso, não falava nem mais um dia!
Mas você, com seu dicionário latino, obriga-me a ouvir suas estranhezas de doida.
Apoquenta-me de todas as maneiras, em todos os gêneros literários.
Ponha nos meus sentidos  sua pasmaceira voluptuosa!
Vivo já sem imagem e resta-me uma recordação enfandonha e constrangedora;
ao mais, estrangulam-me tristes reminiscências de travessuras linguísticas.
Mexa comigo! Faz-me peguntas maliciosas!
Só para ver o que meu demônio responderia...
De resto, ninguém é melhor que você para me tirar palavras da ponta da língua!
Assim, você foi se tornando amiga das frases fraldadeiras,
vivendo em minha vida dando risadas, com a boca cheia de farinha e açúcar!

Acreis, 22/12/2010, Pedra de Guaratiba/RJ

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