“as glórias das letras só as tem, quem a elas se dá inteiramente; nelas, como no amor, só é amado quem se esquece de si inteiramente e se entrega com fé cega” (Os bruzundangas).
“Só o álcool me dá prazer e me tenta… Oh! Meu Deus! Onde irei parar?” (Diário íntimo).
“(…) a arte literária se apresenta como um verdadeiro poder de contágio que a faz facilmente passar de simples capricho individual, para traço de união, em força de ligação entre os homens (…) a literatura reforça o nosso natural sentimento de solidariedade com os nossos semelhantes” (em um ensaio sobre o seu ponto de vista sobre a função da literatura).
“Não pretendo fazer coisa alguma pela pátria, pela família, pela humanidade. De resto, acresce que nada sei de história social, política e intelectual do país; que nada sei de geografia; que nada entendo de ciências sociais (…) vou dar um excelente deputado”.
“Em vários tempos e lugares, a loucura foi considerada sagrada, e deve haver razão nisso no sentimento que se apodera de nós quando, ao vermos um louco desarrazoar, pensamos logo que já não é êle quem fala, é alguém, alguém que vê por êle, interpreta as coisas por ele, está atrás dêle, invisível!…” (Triste fim de Policarpo Quaresma).
“Quem tem inimigos deve ter também bons amigos” (Triste fim de Policarpo Quaresma).
“o ensino superior fascina todos (…) Os seus títulos, como sabeis, dão tantos privilégios, tantas regalias, que pobres e ricos correm para ele. Mas são só três espécies que suscitam esse entusiasmo: o de médico, o de advogado e o de engenheiro…” (Os bruzundangas).
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